"Zeeeeeldaaaaaa!!!"
Vamos celebrar em uma nova publicação o game que virou lenda
Shigeru Miyamoto, o pai de “The Legend of Zelda”, em 2004
Só comecei a entender a paixonite por videogames em 1999. Foi na conferência de imprensa da Nintendo durante a Electronic Entertainment Expo, a E3, então a maior feira dos videogames.
Era a minha primeira de muitas viagens profissionais a Los Angeles. Estava feliz de estar lá, mas não emocionado. Por uma razão geracional: sou muito velho pra ser gamer.
Quando os videogames apareceram eu já tinha pelo no sovaco. Joguei “Asteroids” em fliperama com cinzeiro soldado no painel ao lado dos controles. Acendia um Hollywood antes de inserir a ficha.
Fui prestando mais e mais atenção em games conforme virei jornalista. Explicação: eles unem campos que me interessam muito, entretenimento, tecnologia, comportamento, negócios (mas pode chamar tudo de “cultura”).
Só anos depois fui jogar em casa, quando os computadores avançaram o suficiente, principalmente jogos de tiro tipo Doom e Quake. Finalmente um do Nintendo 64, “Goldeneye 007”.
A esta altura já publicávamos no Brasil a revista oficial “Nintendo World”. Começamos em 1998. A revista saiu impressa até 2017. Quem leu, lembra.
Acabei passando enorme parte do meu cotidiano profissional no universo dos games, publicando também a “EGM Brasil”, “Pokémon Club”, “SuperDicas Playstation”, “EGW”, fazendo sites, promovendo eventos, o diabo. Foram uns quinze anos intensos.
Graças aos games viajei o mundo, fiz negócios, abri a cabeça, conheci uma pá de gente interessante e aprendi um bocado. Uma das coisas que aprendi foi que games mexem com paixões de um jeito diferente de atividades como assistir TV ou um filme.
Porque você tá fazendo uma coisa, não é só um espectador. Suas ações e decisões importam instantaneamente.
Esse é evidentemente o fundamento de toda nossa vida digital: a interação. Seja no Instagram, no app do banco, pedindo comida ou cada vez mais agora com as IAs. Games, “gamificação”, ou “ludificação” se preferires, explicam muitíssimo da nossa era. Por isso nunca parei de ser observador curioso deste universo, mesmo me afastando profissionalmente na última década.
Mas voltemos a 1999, à minha primeira grande aula sobre o poder dos games. Era a E3 e estava na coletiva de imprensa com o amigo Odair Braz Jr., editor-chefe da “Nintendo World”.
No ano anterior “The Legend of Zelda” ganhara seu primeiro jogo em 3D, para o Nintendo 64, “Ocarina of Time”. Sucesso absoluto de público e crítica, ainda é considerado um dos maiores games já produzidos. Ganhará versão para o Switch 2 no final desde 2026.
Executivos da Nintendo no palco vendiam seu peixe pra jornalistas do mundo inteiro, uns trezentos ou mais. Anunciavam os próximos lançamentos para Nintendo 64 e Gameboy, Mario e companhia.
E de repente a luz se apaga, ouvimos o trote de um cavalo, e agora no telão aparece uma pradaria em computação gráfica, e agora lá está Link cavalgando sua égua Epona em esplendorosa alta resolução, e o jornalista americano altão e bigodudo com quem eu batera papo antes do evento simplesmente salta da cadeira e grita celebrando alucinado “ZEEEEEELDAAAAAAAA!!!”.
Como se fosse um menino e não um cara cobrindo profissionalmente um evento de negócios. Não estava sozinho: caiu meu queixo de ver um monte de jornalistas, bicho cínico por dever profissional, sorrindo e aplaudindo, felizes.
E é porque as aventuras de Link são tão apaixonantes desde o longíquo 1986 que estamos lançando esse especial especialíssimo: “THE LEGEND OF ZELDA - 40 ANOS”, celebrando toda a história da franquia.
Reúne e remixa artigos previamente publicados em duas edições especiais da revista oficial NINTENDO WORLD em 2011 e 2014 com material totalmente novo, atualizando tudo que aconteceu de lá para cá e adiantando o que vem por aí.
É uma edição de luxo com acabamento ultrapremium. Podes escolher entre duas versões, com capa cartão 250 gramas ou capa dura.
Nas suas cem páginas encontrarás:
- Os bastidores da criação por Shigeru Miyamoto e Eiji Aonuma
- Análise de todos os jogos desde 1986 para todas as plataformas, do NES ao Switch
- Tudo sobre recriação de OCARINA OF TIME para o Switch 2
- Preview da superprodução que chega aos cinemas em 2027
- A cronologia completa da saga
- Perfil detalhado dos heróis e vilões
- As aparições dos personagens em outros jogos e mídias
- Os mais desejados e surpreendentes produtos licenciados
- Os mitos e personagens reais que inspiraram a saga
- A geografia e biologia de Hyrule exploradas
- A música de Koji Kondo que encanta gerações
- Imagens maravilhosas de todas as fases
- Segredos e curiosidades à beça!
O especial ZELDA faz parte da campanha de apoio ao ALMANAQUE HERÓI, que oferece também o livro NINTENDISTAS, de Pablo Miyazawa, contando a história da Nintendo no Brasil, festejando os fãs brasileiros da Big N e ainda contém os 500 maiores jogos para todas as plataformas da empresa. O livro ficou um absurdo de legal e entrou em gráfica essa semana.
Se você ama Zelda, ou conhece alguém que ama, ou quer apresentar Zelda para a nova geração, garanta já o seu. Aproveite que oferecemos frete grátis (mas só até 10 de julho). Vai lá já! Ou só tecla www.heroi.com.br.
É um prazer ter de novo meu nome no expediente de uma publicação celebrando os games. Ainda mais sobre um game que já é lenda - a verdadeira lenda de ZELDA.
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