Barry Windsor-Smith e os portais Pré-Rafaelitas
Da arte à Arte e de volta, um legado secular
Barry Smith tinha 24 anos e cinco desenhando gibis quando mudou de carreira, identidade e nome. Foi em 1974 que trocou os frilas para a Marvel por um projeto ambicioso de negócio: vender pelo correio gravuras, portfolios e catálogos de luxo, tudo de sua autoria.
Seu primeiro sucesso foi um portfolio dedicado Robert E. Howard, criador de Conan, em cuja HQ Barry fizera fama. Mas as ilustrações que comercializava não eram só de bárbaros eviscerando magos. E nunca de super-heróis em batalhas espetaculosas a la Jack Kirby e Jim Steranko, como ornaria com seu currículo.
Os produtos da Gorblimey Press traziam imagens intrigantes e oníricas em cenários detalhistas e de potente conteúdo simbólico. Era uma estética inteiramente nova para a molecada de então. Mas velha de mais de um século, e descartada como lixo pela crítica de arte por décadas.


